sexta-feira, 28 de novembro de 2014



MEDITAÇÃO


 A criança que habita em mim
 tudo olhava ao seu redor
com admiração e curiosidade infantil.
Hoje se volta para dentro e quer ver
 tudo o que passou e em que me tornei.
 Sou uma construção de circunstâncias
 vividas, um tanto desorganizadas
que se recusa a ser mudada,
pois o novo cabe em seus espaços.
Não tenho vergonha de ser o que sou,
com esse aglomerado de vida passada,
vista hoje com olhos de adulto
 que convive com a criança que ainda
 vive em mim saudosa, mas feliz.

Paulo Motta
.
Evangelho 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 29Jesus contou-lhes uma parábola: “Olhai a figueira e todas as árvores. 30Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto. 31Vós também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. 32Em verdade, eu vos digo: tudo isso vai acontecer antes que passe esta geração. 33O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
  
Reflexão - Lc 21, 29-33
Devemos ser capazes de reconhecer os sinais dos tempos para que possamos perceber os apelos do Reino de Deus na nossa vida, assim como sermos capazes de descobrir a presença de Jesus na história das pessoas. Somente quando somos capazes de analisar os acontecimentos a partir da ótica da fé é que somos capazes de interpretar os fatos como sendo sinal dos tempos e ação da graça divina no nosso dia a dia. Para que isso seja possível, a Palavra de Jesus deve ser o critério fundamental para a interpretação dos acontecimentos.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Terapia do espelho exercita o autoconhecimento e não custa nada

 
O desafio tem exatamente o seu tamanho e, para vencê-lo, só tem um jeito: encarar de frente. Esta é a proposta de um modelo simples e gratuito! de terapia: o hábito diário de se olhar no espelho. Mas a gente não está falando daquela ajeitadinha rápida no cabelo ou do retoque rápido no batom enquanto o trânsito não anda. A idéia é sentar-se confortavelmente e passar um tempo a sós com você mesmo, analisando as suas qualidades e refletindo sobre tudo aquilo que você gostaria de transformar , afirma a psicóloga Adriana Araújo, especializada em hipnose e colunista do Minha Vida. A seguir, ela ensina como usar o método a favor do auto-conhecimento e mostra tudo o que você ganha em cultivar a prática do questionamento constante. 
Pergunte: nem que você queira, é impossível harmonizar todos os aspectos de uma vez. Divida sua vida em alguns aspectos. A psicóloga sugere pensar em assuntos profissionais; temas familiares; relacionamentos; lazer e saúde. Reflita sobre o que você deseja em cada um desses campos e pergunte-se: o que posso fazer para realizar meus sonhos? Estou no caminho certo para chegar lá? Só de formular essas dúvidas, você já consegue perceber o quanto está ou não alinhada aos próprios objetivos. Muitas vezes, o dia-a-dia vai consumindo nosso tempo e, quando notamos, estamos seguindo uma trilha que não tem nada a ver com nossas aspirações . 
Olhe nos olhos: o espelho não está na sua frente à toa. Encontre um lugar calmo e, de preferência, com privacidade. Use o silêncio para entrar em contato com suas fraquezas e potencialidades, analisando o quanto elas andam se perdendo nas obrigações cotidianas. 
Aceite-se como um todo: no começo, é normal focar sua atenção naquela espinha atrevida, no cabelo que está desbotando ou na barriguinha saliente. Mas, com tempo, condicione o pensamento e aprenda a olhar o todo, e não as partes e os defeitos. Depois de assumir que aquela imagem completa representa você, sua auto-estima vai decolar. Isso porque fica mais fácil perceber que os problemas são apenas pequenos grãos, perdidos em tantas outras qualidades. 
Vá além da aparência: cuidado com a autocrítica exagerada. Insatisfações emocionais e estéticas acompanham a gente durante toda a vida. Não é o caso de se conformar com elas, mas sim de fazer as pazes consigo e erguer a cabeça, consciente de que está se esforçando paa mudar tudo aquilo que incomoda. 
Equilibre os sentimentos: chore se sentir vontade. E caia na gargalhada em seguida, caso isso seja mais forte do que você. Não tenha vergonha de si mesmo e nem das suas emoções. Aproveite para perceber por que elas surgem, o que significam e dê vazão. O espelho está ali, imóvel e à sua disposição, lembrando que tudo aquilo faz parte de uma pessoa: você. Entender é o primeiro passo para modificar. 
Vasculhe a alma: trabalhe um olhar reflexivo de si mesmo, começando no espelho e tentando expandi-lo para todos os momentos da sua vida. Pense nos seus desejos, nas suas vontades e relacione tudo isso com as suas atitudes. O quanto os seus hábitos traduzem os seus pensamentos, de fato? Se alguém listasse as suas últimas decisões, você conseguiria se reconhecer nelas?  
Sintonia: fazer boas perguntas diante do espelho é essencial, porque são elas que vão encaminhar suas atitudes dali para frente. Mas você precisa entrar em sintonia com as respostas que essas perguntas produzem. Descobrir que um relacionamento não traz aquilo que você deseja, mas insistir nele por medo de ficar só, só vai produzir ainda mais angústias. Então, mais do que se olhar no espelho, considere as verdades que você passa a enxergar.  
Treine: o método é simples e de graça. Mas, seguido corretamente, pode provocar a exaustão (tanto emocional quanto intelectual). No começo, a psicóloga recomenda que você faça este exercício diariamente, antes de dormir e ao acordar. Notando, entretanto, que o desgaste está excessivo, reduza o ritmo e respeite as suas necessidades. Dar ouvidos a elas é sinal de que você já começou a prestar atenção em si mesmo. 

Link: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/2910-terapia-do-espelho-exercita-o-autoconhecimento-e-nao-custa-nada 

Evangelho 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 20“Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima. 21Então, os que estiverem na Judeia, devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade, devem afastar-se; os que estiverem no campo, não entrem na cidade. 22Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras. 23Infelizes das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias, pois haverá uma grande calamidade na terra e ira contra este povo. 24Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete.
25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. 26Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. 27Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. 28Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 21, 20-28

A libertação verdadeira da pessoa humana é fruto de dois elementos importantes: o primeiro é o seu compromisso pessoal e comunitário com o Reino de Deus e com a comunidade à qual pertence, de modo que a sua vida passa a ser uma constante luta histórica de transformação da realidade tendo como critério os valores do Evangelho; o segundo é a confiança inabalável da presença atuante de Deus na sua vida e na história dos homens como o grande parceiro que está ao lado dos que assumem a luta por um mundo novo. Somente a união entre esses dois elementos pode garantir um processo histórico verdadeiramente libertador.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O ônus da vitória

Se o governo já não venceu na noite de ontem ou na madrugada de hoje a votação no Congresso do projeto de lei que o livra da responsabilidade de cumprir meta de gastos, o objetivo será alcançado amanhã ou depois. Questão numérica: o Planalto tem maioria e a base governista – com destaque para o maior e mais problemático partido, o PMDB – decidiu que o tema e o momento não são adequados para o tradicional jogo de estica e puxa quando há clima de tensão (como é o caso) entre Executivo e Legislativo.
Muito fácil concluir que deputados e senadores aliados disseram “sim” ao texto do relator Romero Jucá na votação segunda-feira na Comissão Mista de Orçamento em troca de cargos em ministérios ou liberação de verbas de emendas. Ocorre que não há postos para satisfazer a todos nem dinheiro para distribuir, conforme admitido pelo conteúdo das recentes medidas, inclusive dessa ora em pauta.
Qual a razão, então, de suas excelências ficarem assim tão comportadas? Uma só: não tinham para onde correr. Ou aprovavam a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias ou o governo pararia de fazer repasses a estados e municípios e pagar contratos com empresas. Além disso, deixariam a presidente Dilma Rousseff sujeita a mais dia menos dia vir a responder por crime de responsabilidade.
Tudo isso serviu de pressão sobre os parlamentares que receberam telefonemas de prefeitos, governadores, empresários e fizeram a seguinte conta: o estrago já está feito, as contas públicas foram para o espaço, a credibilidade do governo foi ao chão. Interna e externamente. Então, a única coisa a fazer seria engolir o sapo, explicar à consciência (para os que dispõem do equipamento) que o ato é pelo bem do Brasil e dar a mudança da lei de presente ao Planalto.
Não o fizeram, porém, sem ônus. Durante toda a sessão da Comissão de Orçamento ouviram a oposição lhes dizer umas boas verdades: que aquele projeto representava uma transgressão legal e sua aprovação, o aval do Congresso à ilegalidade; que a base parlamentar governista era fisiológica, submissa, vendida e fiadora de uma trapaça engendrada pelo Poder Executivo para esconder sua irresponsabilidade no trato do dinheiro público.
Sobre a presidente Dilma falou-se de tudo: impeachment, desgoverno, estelionato eleitoral. E os integrantes dos partidos de sua base aliada calados. Das 20h até pouco mais de meia-noite a pancadaria transcorreu pesada e sem defesa. Motivo alegado: havia urgência para a aprovação do Congresso e se os governistas respondessem à oposição perderiam tempo.
Uma verdade pela metade. Sangue frio tem limite. A menos que se sabia perfeitamente o quanto é indefensável o que se defende. É quando entra em cena e fala mais alto para calar mais fundo o constrangimento.
Passo a passo
Outra razão para o PMDB se aliar ao Planalto na extinção da meta do superávit fiscal de 2014: não jogar a candidatura do deputado Eduardo Cunha à Presidência da Câmara no campo explícito da oposição. Não que isso vá convencer o governo de que Cunha seria, no exercício do cargo, um aliado incondicional. Apenas para não dar pretexto para que os tratores do Executivo comecem a funcionar desde já. De outro lado, há um problema se o governo interferir com muita força: a reação dos “atropelados” a partir do dia da eleição e durante os dois anos seguintes.
Memória seletiva
A senadora Kátia Abreu, indicada para o Ministério da Agricultura, em 2007 foi relatora da proposta de derrubada da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça. O fim do imposto do cheque foi a maior derrota do governo Lula, usada na campanha de reeleição de Dilma para acusar Marina Silva e Aécio Neves de terem contribuído para “retirar recursos da saúde”. 

Autora: Dora Kramer


Evangelho 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Antes que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 21, 12-19

Ganhar a vida eterna significa ser capaz de lutar no dia a dia pelos valores que a caracterizam. Mas os valores que caracterizam a vida eterna são completamente diferentes dos valores que caracterizam a nossa sociedade de hoje, sendo que a conseqüência dessa diferença é o conflito, que é seguido da perseguição, do ódio e, muitas vezes, da morte. Mas quem de fato acredita na vida eterna e a deseja ardentemente para si assume o projeto de Deus e os valores do Reino dos céus e luta constantemente por eles, não temendo a perseguição e desafiando até mesmo a morte, porque sabe que nada o separará da vida e vida em abundância.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Evangelho 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?”
8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”.
10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 21, 5-11

Não podemos por na realidade material o sentido final da nossa vida e a causa da nossa felicidade, pois o mundo material é transitório e só encontra o seu verdadeiro sentido enquanto é relacionado com o definitivo, ou seja, o mundo espiritual, e contribui para que a pessoa encontre nos valores que não são transitórios a causa da sua vida e da sua felicidade. Assim, devemos ser capazes de submeter os valores transitórios aos valores definitivos, pois somente eles podem nos garantir a nossa plena realização.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

As estações

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono.Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas…
O homem, então, explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…
Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida, podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas.
Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza do Verão, a expectativa do Outono.
Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.

(autor desconhecido)
Evangelho 

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do Templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 21, 1-4

Muitas vezes somos injustos com as pessoas porque fazemos do elemento quantitativo a principal fonte dos nossos juízos e das nossas decisões em relação a elas. Assumindo os critérios do mundo, o número cada vez mais torna-se o principal critério para a nossa avaliação. Jesus nos mostra que diante de Deus, devemos pensar de forma diferente. Não é o quanto foi dado que manifesta a generosidade da pessoa, mas o como, o porquê e o significado da quantia que são realmente importantes, pois nos revela o relacionamento da pessoa com Deus e o seu envolvimento com ele.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Como vai a saúde do seu cérebro?

Começam a surgir no Brasil e em outros países os serviços de check-up para detectar e corrigir deficiências de memória, concentração e atenção. Os exames também ajudam a prevenir doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Inspirados nas recomendações que levam milhares de pessoas ao cardiologista ou ao clínico para conferir, anualmente, como está a saúde do coração, neurologistas e pesquisadores do cérebro desenvolveram um corpo de testes destinado a proteger a saúde cerebral e preservar funções cognitivas como a memória, a atenção, a capacidade de se concentrar e o tempo de reação. Essa nova abordagem, nutrida em centros de pesquisa e universidades como Pittsburgh, Yale e Harvard (EUA), e Melbourne, na Austrália, começa a se disseminar pelo mundo. “Esse conjunto de testes identifica a presença de alterações cognitivas. Alguns também podem ser usados para treinar o cérebro a superá-las”, disse à ISTOÉ David Darby, que dirige o Instituto Florey de Neurociências e Saúde Mental da Universidade de Melbourne. Darby é uma referência mundial no estudo do impacto das mudanças neurológicas no comportamento e um pioneiro no desenvolvimento dos jogos computadorizados para avaliar as funções cerebrais.

 

Iniciativas com esse direcionamento proliferam na Europa, nos EUA e no Brasil. Centros de memória antes frequentados somente por idosos com demência ou Alzheimer agora começam a ser visitados também por uma população mais jovem interessada em preservar e melhorar a sua performance cerebral. “Recebemos desde atletas que sofreram concussão cerebral até jovens com problemas de concentração que querem saber o que a ciência oferece a eles”, diz a neuropsicóloga Mariana Assed, do Serviço de Psicologia e Neuropsicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, onde está sendo montado um centro de avaliação em moldes semelhantes ao da Universidade de Melbourne. “Estamos reunindo jogos e outros testes para melhorar o diagnóstico de alterações cognitivas e psiquiátricas”, explica Mariana.
Um dos alvos do check-up cerebral é ampliar o acesso à chamada reserva cognitiva. Trata-se da capacidade de o cérebro buscar novos caminhos para usar seus recursos. Na prática, é a agilidade para acionar uma via alternativa e seguir em frente se o caminho principal até uma informação – como uma palavra que teima em desaparecer no meio da conversa – encontra-se bloqueado ou desativado. Estudos apontam que pessoas com maior poupança cognitiva contornam melhor suas deficiências. Uma dessas constatações foi publicada pela revista “Neurobiology”. Uma investigação de cientistas americanos, italianos e sérvios ligados à Fundação Kessler concluiu que a existência de uma reserva mais robusta opõe maior resistência à progressão das perdas cognitivas até mesmo em pacientes com doenças degenerativas, como a esclerose múltipla. Por ser esse um campo do conhecimento ainda em construção, um dos questionamentos é se o check-up pode ser um recurso para melhorar a identificação de pessoas com declínio cognitivo leve ou até sem sintomas que indiquem o risco de demência e Alzheimer. A prática mostra que sim. “Nos casos em que houver um prejuízo mais acentuado da memória e de outras funções a indicação é realizar exames mais complexos para avaliar sua condição neurológica”, afirma o pesquisador Ivan Okamoto, da Universidade Federal de São Paulo e diretor do Centro do Cérebro e Memória do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele vê com bons olhos o uso dos testes para analisar as funções cerebrais, ajudando, dessa maneira, na detecção de eventuais problemas. “Ainda que seja tênue a linha divisória entre as perdas próprias do envelhecimento e quadros iniciais de demência, sabemos que intervir precocemente pode retardar os sinais das doenças degenerativas”.

Autora: Mônica Tarantino



Evangelho 

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 41quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 19, 41-44

A cidade de Jerusalém abre as suas portas para Jesus, mas não abre o seu coração. Não aceita as suas palavras e rejeita a sua doutrina, pois os seus olhos estão voltados para outra direção, a direção que a levará até a destruição e a morte. É necessário que abramos o nosso coração e reconheçamos que somos visitados pelo Deus da Vida e que rejeitar essa visita significa para nós trilharmos os caminhos da morte, resultado de uma vida de quem apenas está preocupado em olhar para seus interesses mesquinhos e não para os verdadeiros bens que são destinados a quem acolhe o Senhor e vive segundo os valores do Evangelho.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Evangelho 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 11Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12Então Jesus disse:
Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. 14Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado.
16O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. 18O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, 21pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’.
22O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. 27E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 19, 11-28

Os dons que temos não nos pertencem, mas sim a Deus, que é o Senhor de tudo, de modo que os dons que recebemos de Deus devem ser ordenados para ele. Sendo assim, não podemos usar os nossos dons, nem mesmo os dons naturais, somente em vista da nossa realização e da nossa promoção pessoal, mas devemos colocá-los a serviço de Deus e dos nossos irmãos e irmãs, pois somente quando o dom se transforma em serviço é que ele é capaz de multiplicar e de produzir frutos em abundância, contribuindo, assim, para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio dos homens.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Evangelho 

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali.
5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

Reflexão - Lc 19, 1-10

O Evangelho de hoje nos mostra os passos que todos nós devemos dar no caminho da conversão. Inicialmente, Jesus nos provoca o desejo de conhecê-lo e nós, respondendo a essa provocação, procuramos vê-lo de alguma forma. Então Jesus entra na nossa vida e nós, porque alegremente o acolhemos, fazemos a experiência da sua companhia e da sua amizade através da intimidade da experiência interior, o que nos faz vislumbrar os verdadeiros valores que nos fazem felizes, de modo que procuramos viver o amor fazendo o bem e reparando o mal que praticamos. Assim, Jesus nos encontra quando estamos perdidos e nos possibilita trilhar o caminho da salvação.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014



As Rosas Voltaram
Minhas rosas voltaram a florir.
Tanto tempo tinha já passado
e a saudade estava me pesando.
Veio a chuva na alegre primavera
e a surpresa me fez sorrir alegre.
Botões de promessas de rosas
como nenéns querendo nascer.
Como uma flor pode musicar
a vida de esperanças felizes...
Elas são como filhas que voltam
depois de uma ausência de casa.
As cores de festa trazem também
o perfume inconfundível de rosas.
Comunico aos amigos: Estou de bem
com a vida de meu jardim em casa.

Autor: Paulo Motta
Evangelho 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”
40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 18, 35-43

Jesus passou toda a sua vida fazendo o bem para manifestar o amor de Deus para conosco. Quando Jesus realiza curas, quer mostrar que o amor de Deus pelos homens faz com que as pessoas não fiquem à margem do caminho pedindo esmolas, mas com que cada um tenha condições de seguir o seu próprio caminho. É por isso que ele tem compaixão do cego e o cura. Após o processo de libertação, todos são convidados a seguir o próprio caminho, sendo que alguns, como é o exemplo do cego do Evangelho de hoje, resolvem seguir o caminho de Jesus. Quando Jesus cura, não tira a liberdade da pessoa. Aqueles que depois de curados resolvem segui-lo, o fazem de livre e espontânea vontade, mas tornam-se um motivo para que todos glorifiquem a Deus.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014



Por conta do chefe

            Um empregado da estrada de ferro, meu irmão, admitido como arquivista, era solicitado a fazer coisas outras bem diferentes, como servir café, buscar correspondências, limpar o chão. Mas o maluquinho, como era conhecido pelos colegas, não era de fácil tratamento. Quando mandado para fazer outras coisas, lembrava a seus superiores que tais coisas não faziam parte de seu ofício, arquivista..
            Isso irritava seus superiores. Por tais comportamentos foi transferido do Rio para uma estação próxima de Juiz de Fora. Claro que o empregado esperneou dizendo que sua família morava no Rio e não podia mudar com ele. Não adiantou, o castigo foi aplicado. O maluquinho não se deu por achado, continuava resoluto dentro de sua área e sempre lembrando seus direitos.
            Certa vez foi reclamar com o chefe que a comida não era boa, dizendo a ele: o senhor não come o que nós comemos...
            Uma vez, botou uma barata morta na quentinha e levou ao chefe... Daí para frente vendo que a reclamação não surtia efeito partiu para outra. Disse ao chefe do restaurante que passaria a comer ali e no fim do mês mandaria a conta para a chefia.
Quando o chefe recebeu a conta disse ao empregado: pagarei, mas vou descontar no teu pagamento. Novamente o empregado desafiado disse que era seu direito comer como gente e não como bicho. E mais: se o senhor fizer isso não ficará bem para o senhor. Você me ameaça? De jeito nenhum, apenas levarei a conhecimento de sua mulher o que o senhor faz com sua amante.  O seu diabo! Você anda vasculhando minha vida? Não doutor, aqui todo mundo sabe, só que eu negocio o silêncio com o senhor.
            Você é péssimo empregado. Não doutor, eu sou pequeno e sou pisado. Mas não calo. Vou te devolver para o Rio de onde te mandaram para cá. O senhor fará justiça e fará bem a si mesmo. 

Contos de Paulo Motta
Evangelho
 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos.
30O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32Lembrai-vos da mulher de Ló.
33Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde vai conservá-la. 34Eu vos digo: nesta noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”.
37Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 17, 26-37

Devemos estar sempre prontos para o nosso encontro com Jesus, e este encontro, na verdade, acontece todos os dias, quando ele vem até nós na pessoa dos fracos, dos pobres, dos oprimidos, dos excluídos, dos necessitados, enfim, de todos os que não são amados, são rejeitados pela sociedade e precisam de alguém que manifeste o amor que Deus tem por eles. O dia do Filho do Homem é o dia da vivência do amor, da caridade e da fraternidade para com todos. O verdadeiro cristão é aquele que faz de todos os dias da sua vida o dia do Filho do Homem.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.

A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.

Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.

A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!


POETA: MANOEL DE BARROS
Evangelho 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Jesus respondeu: “O Reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós”.
22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do Homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘Ele está aqui’. Não deveis ir, nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 17, 20-25

O Evangelho de hoje nos mostra que precisamos reconhecer a presença do Reino de Deus no meio dos homens para que possamos reconhecer a presença de Jesus em nosso meio. E vamos encontrar Jesus presente no meio de nós nos que sofrem, que são rejeitados, que são excluídos da sociedade. A sociedade não quer viver os valores do Reino de Deus e vive do egoísmo, do acúmulo de bens, da busca desenfreada de poder e de prazer, da escravidão dos vícios, etc. Os membros dessa sociedade vivem uma fé superficial, materialista, mesquinha e descompromissada, que faz com que queiram ver Jesus, mas não possam vê-lo, pois não o reconhecem nos pobres e necessitados.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Qual a maior das riquezas que podemos ter?

O que vem a ser o conhecimento de si? Como isso nos permite possuir a nós mesmos?
Quando falamos sobre ter a posse de algo, dizemos, por meio dessa expressão, que temos o domínio de uma realidade determinada, que somos o seu proprietário e, por isso, podemos decidir o que bem entendermos dela. Nada mais natural, afinal de contas, esse é o sentido usual dessa expressão. Entretanto, o título de nosso artigo – “Possuir a si mesmo”–, não deseja expressar que tal domínio deva então ser exercido sobre nós mesmos ou sobre nossas vidas. Muito menos que por essa posse exerçamos sobre nós um tamanho controle que estaríamos em condições de conduzir o rumo de nossas vidas da maneira como queremos, trazendo-nos uma suposta segurança, paz e certa estabilidade.

Na verdade, quando se evoca esse assunto da posse de si, dentro de um contexto de vida cristã, quer-se falar sobre a realidade do autoconhecimento, que nos levará a nos possuirmos. Não para que controlemos tudo; pelo contrário, para que Deus seja o norte de nossas vidas. O que vem a ser, então, o conhecimento de si? Como isso me permite possuir a mim mesmo? Antes de tudo, o conhecimento de si é um instrumento, um meio para se chegar a um fim e não o fim em si mesmo.
O autoconhecimento, pelo qual muito se interessou os padres da Igreja e o monaquismo, sempre foi um tema explorado pelos santos como um ponto de partida, a fim de propiciar uma maior união com Deus, e assim poder amá-Lo e os nossos próximos. Deus sempre foi e é o fim, o objetivo, o motivo pelo qual tantos homens e mulheres buscaram se lançar nesta aventura de se conhecer mais profundamente. Também para eles somente em Deus o homem pode se conhecer. É isso que move, por exemplo, Santa Teresa de Jesus, reformadora do Carmelo, do século XVI, e doutora da Igreja. Para ela, o autoconhecimento não nos é útil senão para estarmos mais intimamente unidos a Deus, a quem realmente amamos e desejamos amar mais intensamente. E é por isso que ela chega a dizer que no caminho rumo a uma união íntima com o Senhor, o conhecimento de si “é o pão com que todos os manjares devem ser comidos” e, logo em seguida, que “pão sem o qual ninguém poderia se sustentar”1. Dessa forma, Deus torna-se ao mesmo tempo o objetivo e o princípio do conhecimento de si. Sendo assim, viver uma simples observação de si, por mais intensa e profunda que seja, se não for para proporcionar um maior amor a Deus e aos irmãos, não tem sentido em si mesmo.
Ao mesmo tempo, somente em Deus o homem tem a luz necessária para se conhecer e recebe dele a graça para corresponder ao Seu amor. Isso se dá, pois o homem, imagem e semelhança do Pai, foi criado para participar da vida de Deus e de Seu amor. Com isso, somente quando o homem está em Deus ele encontra o caminho para si próprio. E essa luz, que vem do Senhor, é fonte não somente de conhecimento de mecanismos interiores, mas também é possibilidade de aceitação de quem somos diante d’Ele. Trata-se de uma espécie de revelação feita por Ele a nós mesmos: descobrimos, a cada dia, quem somos diante de Deus. Isso é fundamental! Santa Teresinha do Menino Jesus e a Santa Face, que compreendeu essa verdade profunda, afirmou: “Eu sou aquilo que Deus pensa de mim”.
A explicação disso pode parecer, à primeira vista, um tanto quanto complicada, mas, na realidade, é mais simples do que parece. Segundo Santa Teresa, sendo Deus fonte da ordem e da verdade, esses dois elementos precisam constituir a base de nossa relação com Ele. E com isso, essa relação deve, ao mesmo tempo, manifestar o que Ele é e o que nós somos. Ora, Deus é o Criador de todas as coisas, ser infinito, “Aquele que é” (cf. Ex 3, 14). Nós, seres finitos e criaturas d’Ele, dependentes d’Ele em tudo. Entre Deus e nós um abismo infinito nos separa. Um abismo que só pode ser “diminuído” se estivermos n’Ele, socorridos por Sua graça. E essa experiência com o Senhor nos revela quem somos, pois ao olhar para este abismo, a alma aprende, através de uma impressão vaga, porém real, quem ela é diante do infinito. Vejamos que se trata muito mais de um dom divino do que simplesmente o resultado de esforços pessoais. O esforço para se perceber e identificar nossa verdade é importante. Porém, todo esse trabalho precisa estar submetido a Deus e ser guiado por Ele. Santa Teresa considera como que revestidas de uma certa realeza as almas que, tendo feito essa experiência de Deus, perceberam algo deste abismo do infinito divino, fruto de um instante vivido nesta iluminação sob a influência do amor divino.
Como fruto dessa experiência vivida sob ação da graça, o homem vai progressivamente tomando conhecimento de quem é e de sua condição de criatura pobre e dependente. É dessa maneira que devemos compreender a posse de nós mesmos: conhecimento do tudo de Deus e do nada do homem. Assim, conhecemos o que somos e o que devemos nos tornar. À medida que conhecemos cada vez mais quem somos, com nossas fraquezas, necessidades, dons e qualidades, passamos a ter uma visão mais real e verdadeira de nós mesmos. Isso é o que Santa Teresa chama de humildade: porque “ (…) sendo Deus a suma Verdade, e a humildade andar na verdade, eis a razão de sua importância.”2. Essa humildade gerada na alma acaba nos centrando na verdade a cerca de nós mesmos, e nos permite nos posicionarmos de maneira mais justa nas nossas relações com os outros. Com isso, naturalmente estamos mais abertos e aptos para acolhê-lhos e amá-los em Deus.

Autor: André L. Botelho de Andrade

Evangelho 

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 17, 7-10

Somos todos servos inúteis. Deus não precisa de nós, uma vez que ele pode, por si só, realizar todas as coisas. Mas Deus quis contar conosco, com a nossa colaboração, e isso não em vista da pessoa dele, mas sim em vista do nosso próprio bem, uma vez que, quando colaboramos com a obra da salvação da humanidade, estamos de fato participando de uma obra que não é humana, mas divina, o que se torna para nós causa de santificação e caminho de perfeição. O amor de Deus por nós é tão grande que faz da nossa inutilidade fonte de santificação e de vida nova, não só para nós mesmos, mas também para toda a Igreja, para todas as pessoas.