segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TIRAR FOTO DE COMIDA NÃO EMAGRECE



Tirar foto de comida é o novo look do dia, é o que se chama de “comer com os olhos”. Mas, avisamos, enche o saco dos outros e, não, não emagrece.
Você vai a um restaurante e pede uma massa. Qual a primeira coisa que você faz quando o prato chega? Tirar uma foto, escolhe um filtro “com cara de chique” e posta no Instagran. E as pessoas, todas sem ter o que fazer (tipo você) escrevem em baixo coisas inteligentíssimas, tipo: “humm”, que delícia!
As fotos de comida no Instagram e na internet no geral (nunca foi tão fácil tirar foto) mostram que não basta comer, é preciso mostrar o que vai comer. Ou tirar foto, mostrar e, assim, achar que vai comer menos e não engordar. Sério. Não estamos brincando e nem implicando.
A mania por fotos de comida no aplicativo é tão grande que já motivou um projeto para diminuir a fome na África. Podem rir, mas é verdade. O Good Belly Project funciona assim: você coloca uma foto e o nome do projeto e do restaurante. E o lugar que ganha propaganda grátis(o que? Você nunca tinha pensado nisso?) faz doações para entidades.
No dia 23 de julho de 2012, às 11hs, a editora desta seção contabilizou 6.633.599 fotos com a hashtag (aquele símbolo #) com a palavra food no aplicativo. A tag “comida” tinha 42.450 fotos. Até esta revista chegar às bancas, esses números deverão ter dobrado.
E também o número de sites, blogs e Tumbirs que mostram comidas de um jeito que faz você “salivar” com o olhos.
Vida moderna: você coloca uma roupa, vai em frente ao espelho, tira uma foto e posta no seu blog como “look do dia”. Sai para almoçar no quilo perto da firma, enche o prato de saladas só para que pensem que é só isso que você come, tira uma foto. E posta no Instagram. Depois, claro, você vai na parte de frituras e enche o seu prato de bolinhos deliciosos. E não fotografa. E assim acha que não comeu.
Revista: TPM Ano 11 nº 123  pág. 106



O DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E A ECOLOGIA


O dia mundial do meio ambiente e a ecologia (5 de junho), socializa a preocupação de cientistas e ambientalistas e coloca-a nas agendas dos governos e dos organismos internacionais que se preocupam com o futuro da nossa casa comum, o planeta terra. A emergência desta nova consciência mundial, a respeito da responsabilidade ecológica, faz crescer o número de pessoas que assumem como sua esta responsabilidade de num a perspectiva espiritual (“ecologia profunda”), adotando uma ética de cuidado reverente, não de mera preservação dos recursos em benefício próprio.
Nas proximidades desta data, as igrejas cristãs celebram, na festa de Pentecostes, o dom do Espírito Santo à humanidade, como plenitude das alianças de Deus com o seu povo, sendo a primeira delas, a aliança com toda a criação, no relato do dilúvio.
Umas das leituras que ouvimos nesta festa de Pentecostes (na vigília) é Romanos 8,22-27 no contexto da nova Aliança: “Sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias do parto até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. (...) E o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza...”´
É um gemido de parto, que coincide com a redenção do corpo, evocando o íntimo parentesco entre o corpo que somos e o cosmos, evocando a consciência de que somos terra, em nada diferentes no processo evolucional dos outros animais, gemendo o mesmo gemido. Ao mesmo tempo possuímos o sopro, somos sorridos pelo Espírito que não nos deixa esquecer que somos luz, nós com todo o universo, repletos do Espírito que “tudo enlaça em seu amor”.
Nisto consiste a esperança: em nossa condição mortal, carregando toda a fragilidade da nossa condição, mas habitados/as e circuncidados/as pela claridade da mais pura luz que está na origem de toda a criação, podemos viver como filhos e filhas da luz. A imagem da ventania (sopro) e das chamas de Pentecostes vem relembrar nossa condição de criaturas iluminadas pelo Espírito, capazes de escutar a palavra que vem da diferença, capazes de cuidar das pessoas e de todas as outras criaturas que nos circundam.

Revista: Liturgia Ano 37 nº 219  pág. 3


A INTIMIDADE COM DEUS



O fim da piedade, sua razão de ser e seu coroamento,
 é a intimidade com Deus.
Ora, poucas são as almas, relativamente,
 que a possuem, e muitas a têm por impossível.
Donde vem isto?
A razão principal é termos o hábito de tratar
 com Deus como ausente, distante.
Como se pode ser íntimo de uma pessoa,
 que nunca nos está presente?
A intimidade supõe presença.
Bem está! Mas não será um sonho ou um devaneio da imaginação querer tratar com Deus como com alguém que temos presente? Entre as diferentes maneiras por que Deus está presente no mundo, uma principalmente nos dá razão de ser da intimidade. E’ a que nestas páginas quereríamos explicar e pôr, sendo possível, em relevo: a presença de Deus em nós pelo estado da graça e pela oração.

Livro: Deus em nós Editora: Vozes Pág. 11
Autor:Raul Plus, sj

“É preciso dar-se conta que as palavras são pontes
  que tornam o ausente presente.
Mas quando o ausente
 se faz densamente presente
 de que servem as pontes, as palavras?
A alma fica sem dizer nada com a boca,
 nada com a mente.
“Tu me olhas, eu te olho, 
Tu me amas, eu te amo.
 Não se dizem essas palavras.
 É uma corrente interior.
 Sou como uma poesia. 
Ele é como o mar.
 Sou como um campo, Ele o sol.
 Deixo-me inundar,
 deixo-me impregnar,
 deixo-me ser amado e amar...”

Livro: Mostra-me teu rosto Editora Paulinas Autor: Ignácio Larrañaga

domingo, 26 de agosto de 2012

TPM ADVERTE: NÃO EXISTE COMIDA GORDA


Revistas de dieta e pessoas aficionadas por elas criaram uma nova categoria de comida: os alimentos gordos!
“Saiba como deixar a sua comida magra.” “Evite alimentos gordos.” Uma nova maneira bizarra de classificar as comidas virou mania nas revistas de dietas e entre as pessoas fanáticas por regimes. Na boa, de verdade, você já viu uma comida gorda?
Um brigadeiro é o que? Um doce. Ele pode ser um, calórico. Mas a nova moda  nas revistas e sites de dieta é chamar gostosuras de comida “gorda”. E coisas sem graça de comida “magra”. Não conseguimos não imaginar um desenho animado com um leite condensado gordo (literalmente) e uma alface magrinha.
Fomos pesquisar a maluquice e descobrimos que ela vem do EUA (claro), onde restaurantes servem, por exemplo, “sanduíche gordo” como atração. Não, isso não é legal. É nojento. Mas, como sempre, e principalmente no que diz respeito a mitos das dietas, tudo é adaptado de um jeito das dietas, tudo é adaptado de um jeito maluco, neurótico e irreal.
“Saiba aqui uma lista de sobremesas magras que vão te fazer matar a vontade de comer doces sem engordar”, diz o site de uma revista. Tratava-se de “maneiras” de comer iogurte, segundo o site, um alimento “magro”. Ao contrário do leite condensado, praticamente um obeso mórbido.
Pérola encontrada em uma famosa revista de dietas: “aprenda a deixar sua comida magra”. Espera, além de ter que emagrecer você também precisa deixar sua comida de dieta?
Pelo que entendemos, funciona mais ou menos assim: um peixe grelhado é magro, um peixe frito é gordo (sim, fritar engorda um peixe). Todas as coisas verdes são magras, mas carne de porco é muito, muito gorda mesmo. Doce de leite, gordo. Iogurte desnatado, magérrimo, praticamente um modelo de passarela.
Sim, as pessoas estão malucas e vagam por aí não só se achando gordas, mas também fazendo teorias malucas na cabeça e se culpando por cometer “gordices”. Alerta TPM: comida gorda não existe! Ou vai dizer que você já viu um brigadeiro gordo?

Revista: TPM Ano 11 nº 123  pág. 110

ESPERA VÃ - Nunes Bittencourt



Cinco e meia... seis... Será que vem?
Eu me pergunto, trêmulo e espantado.
Olho a porta vazia, sem ninguém,
Sem o seu lindo rosto emoldurado.

Os minutos se vão. Algo cansado
Dentro do tempo andando se detém:
Ela?... olho o relógio, acabrunhado,
E torno a perguntar: - será que vem?

Relógio e tempo... Coração da vida
Que a imagem dela e o sonho meu abarca...
Um relógio a chamar: venha, querida...

Um coração-relógio... Tempo... Idade...
Há na vida um relógio que só marca
A duração do tempo da saudade.

Livro: Rimas antigas, Sonetos e Poemas –
 Editora Líder pág. 101
Autor: Nunes Bittencourt

EIS O TEMPLO- Nunes Bittencourt


Eis o templo-prisão. Entra, poeta,
Presa da forma em grades de ouro vivo,
E vai rezando, como anacoreta,
Livre do mundo e ao mundo seu cativo.

Entra... Mais devagar... Aqui, furtivo,
O sonho espera, e a vida se completa;
A dor, se a tens, encontra lenitivo
 e a ventura também é mais secreta.

Livro: Rimas antigas, Sonetos e Poemas – 
Editora Líder pág. 07
Autor: Nunes Bittencourt

sábado, 25 de agosto de 2012

SAUDADE...



Saudade – romaria das lembranças,
De um a outro coração rezando,
Na peregrinação das esperanças
De que por nós alguém esteja orando.

Saudade – monja triste caminhando
Em passadas levíssimas e mansas,
Os sonhos do passado procurando,
Como se fosse bem aventuranças.

Saudade – viandante sem oásis,
Companheira de nossa romaria,
Não sei qual o motivo e como o fazes,

Mas sei que por caminhos diferentes,
Trazes a hóstia cheia de magia
À comunhão dos corações ausentes.

Livro: Rimas antigas, Sonetos e Poemas – Editora Líder pág. 65
Autor: Nunes Bittencourt