quarta-feira, 24 de setembro de 2014



A Origem da Feijoada é Europeia


Conforme o que ele conta no livro História da alimentação no Brasil, nem índios nem negros tinham o hábito de misturar feijão com carnes. A técnica de preparo vem de mais longe: o Império Romano. Desde a Antiguidade os europeus latinos fazem cozidos de misturas de legumes e carnes. Cada região de influência romana adotou sua variação: o cozido português, a paella espanhola, o bollito misto do norte da Itália. O cassoulet, da França, criado no século 14, é parecidíssimo com a feijoada: feito com feijão branco, linguiça, salsicha e carne de porco. Com o feijão preto, espécie nativa da América que os europeus adoraram, o prato virou atração entre os brasileiros mais endinheirados. A citação mais antiga que restou sobre a feijoada mostra a refeição bem longe das senzalas. No diário de Pernambuco de 7 de agosto de 1833, o elegante Hotel Théâtre, de Recife, informa sua nova atração das quintas-feiras: “Feijoada à brasileira”.

Autor: Leandro Narloch

Livro: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil


Evangelho
 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 9, 1-6
O Evangelho de hoje é uma espécie de "Manual do Evangelizador". Ele nos mostra que o evangelizador não age em nome próprio, pois ele não evengeliza por que quer, mas porque é enviado por Deus. Os poderes que tem para evangelizar não são próprios, são recebidos para serem usados em uma finalidade própria. Os bens materiais não podem ser um empecilho para o trabalho, nem podem ofuscar a força do anúncio e do testemunho. A inserção e a participação na vida das pessoas e das famílias é fundamental. Mas o mais importante são os dois objetivos que caracterizam o profetismo: a luta contra toda espécie de mal, que se manifesta na ordem da cura, e a proclamação da presença do Reino de Deus na vida de todas as pessoas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014



O déficit de tudo

Há déficit por todos os lados. Nas esferas governamentais, nem se fala. O poder público nunca alcança as necessidades do povo. Enquanto este cresce desordenadamente, aumentando os problemas, aquele se perde na insuficiência burocrática e no descontinuísmo pragmático. Num diagnóstico simples, a culpa é geral.
Desde que me entendo pó gente (e mesmo depois, como estudante de história Universal), ouço falar na falta de recursos para pagar aposentadorias, para cobrir despesas médico-hospitalares, para quitar gastos com a escola-ensino, para melhorar o saneamento, para a constução-melhoramento das estradas, para o incremento agrícola-pecuário e muitas outras carências. Como político candidato a cargos eletivos, eu também batia nessas teclas, que sempre emitem os sons desafinados de orquestra sem regente. São questões globalizadas. Não são só nossas. Raros foram os países que se livraram, pelo menos momentaneamente, do fantasma da falta de equilíbrio entre receita e despesa. O que nunca faltou par o mundo foi o superávit de problemas: eles não desaparecem, só mudam de lugar e de tempo. É como dor em idoso. Não cura, só muda de local. Uma hora dói nas costas, noutra passa para os ombros e termina, como dizia minha avó: “A gente vai vivendo como Deus é servido”.
Entra governo, sai governo e o que modifica é a ótica das teses. Os caminhos continuam sem criatividade e as soluções recebendo atalhos que não chegam ao lugar certo. Por exemplo: se se sabe que há uma enorme evasão de recursos da previdência social (sonegação brutal), por que não enfrentar a fuga dos tributos de cara fechada, ao invés de penalizar o beneficiário? A cara fechada a que me refiro é o cumprimento da lei: todos (públicos e privados), sem proteção, recolherem ao Estado, que é um grande sonegador. Mas não. A regra é ferir o direito adquirido dos cidadãos. Por qualquer “me dê cá essa palha” aparece um Vieira (sem estalo) e propõe a pilhagem nos ganhos dos assalariados.
De tanto ler a história dos povos, contatei, no fim do segundo milênio da era Cristã (para não falar nos outros calendários), que o déficit permanente, no tempo e no espaço, é o moral. Os valores sofrem mutações bruscas, dando lugar a modismos que enfraquecem a resistência das pessoas, colocando-as vulneráveis ao comportamentos levianos e violentos que lhe minam a capacidade de resistência. Vivemos no apogeu da cocaína, da maconha, do LSD, do Crack, da prostituição (não só física), antidepressivos; temos o medo de ir e vir, além da sensação de perda (da vida e da propriedade), que nos põe em verdadeiras prisões domiciliares. Nas ruas, os destemperos e as inseguranças. Acabaram-se as serenatas. O poeta perdeu a musa, que foi morta e queimada no porta-malas do automóvel.
O momento é de indignação e de repulsa ao conformismo instalado em todos. Chegou a hora da guerra santa contra a degeneração dos princípios que engrandecem o ser humano. Enganam-se os que pensam que a cruzada tem como alvo só as instituições e os pobres. O reordenamento cultural desfaz o nó do déficit de cidadania e traz o superávit da felicidade. A atribuição de culpa, por tudo, aos governantes, vem retardando os avanços necessários ao desenvolvimento. O combate é de responsabilidade dupla. Estado e governado são agentes do pacto social. Consertar a pátria faz parte do concerto das pessoas.

Autor: Iram Saraiva
Livro: Eterno Rebelde
Evangelho
 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 16“ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram vejam a luz. 17Com efeito, tudo o que está escondido deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto.
18Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; e àquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 8, 16-18
O conhecimento da Palavra de Deus é muito importante, mas não é suficiente para que uma pessoa se torne verdadeiramente cristã. O importante é assumir os valores que estão presentes nela, de modo que a Palavra de Deus se torne vida das pessoas, e assim elas testemunhem esses valores para todos e manifestem o amor de Deus para com seus filhos e filhas. Jesus nos faz uma grave advertência no Evangelho de hoje: "Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis!" Existem doutores na Palavra de Deus, mas que fazem da Palavra de Deus apenas objeto de conhecimento. É claro que o conhecimento da Palavra de Deus é importante, mas devemos ser doutores na sua vivência.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014



Sorriso
 
Talvez a primeira luz da manhã
reinventando o mundo
e a gota de tempo equilibrada
na superfície da madrugada
que resvala
sejam o sorriso de Deus.

Talvez o arco-íris depois
da terra lavada
e o vôo primeiro de um pássaro,
a primeira fruta colhida,
sejam o sorriso de Deus.

Talvez o assombro
de toda descoberta
e os gestos mais simples,
o pão repartido, a dor partilhada,
a mão no rosto do outro,
sejam o sorriso invisível
se Deus.


Autora: Roseana Murray

 São Januário
A história do santo deste dia se entrelaça com a cidade italiana de Nápoles, onde o corpo e sangue de Januário estão guardados. Este santo viveu no fim do século III e se tornara Bispo de Benevento, cidade próxima a Nápoles.
Como cristão estava constantemente se preparando para testemunhar (se preciso com o derramamento do próprio sangue) seu amor ao Senhor, já que naqueles tempos em que a Igreja estava sendo perseguida, não era difícil ser preso, condenado e martirizado pelos inimigos da Verdade.
Na função de Bispo foi zeloso, bondoso e sábio, até ser juntamente com seus diáconos, preso e condenado a virar comida dos leões no anfiteatro da cidade de Pozzuoli (a primeira terra italiana que pisou o apóstolo Paulo a caminho de Roma). Igual ao profeta Daniel e muitos outros, as feras lamberam, mas não avançaram nestes homens protegidos por Jesus. Nesse caso, sob a ordem do terrível imperador Diocleciano (último grande perseguidor), a única solução era a espada manejada pela irracional maldade humana. Foram decapitados. Isto ocorreu no ano 305.
Alguns cristãos, piedosamente, recolheram numa ampola o sangue do Bispo Januário para conservá-lo como preciosa relíquia e seu corpo acabou na Catedral de Nápoles. A partir disso, os napolitanos começaram a venerar o santo como protetor da peste e das erupções do vulcão Vesúvio.
Dentre tantos milagres alcançados pela sua intercessão, talvez o maior se deve ao seu sangue,“aquele guardado na ampola”. Acontece que o sangue é exposto na Catedral, no dia da festa de São Januário e o extraordinário é que há séculos, o sangue, durante uma cerimônia, do estado sólido passa para o estado líquido, mudando de cor, de volume e até seu peso duplica. A multidão edificada se manifesta com gritos, enquanto a ciência, que já provou ser sangue humano, silencia quanto a uma explicação para este fato, esclarecido somente pela fé.
São Januário, rogai por nós!
Evangelho
 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Reflexão - Lc 8, 1-3
Assim como Jesus não parava, mas vivia caminhando de um lado para o outro anunciando a chegada do Reino de Deus, a sua Igreja não pode ficar parada. Ela deve ir sempre ao encontro do outro, abrir novas fronteiras no trabalho evangelizador para que todos possam ter a oportunidade de conhecer o Reino de Deus, assim como livremente optar por ele. Para realizar a sua missão, a Igreja deve, assim como o divino Mestre, envolver o maior número possível de pessoas, sem distinção entre elas, que queiram colocar a sua vida a serviço do Reino de Deus, como fizeram as mulheres, conforme nos narra o Evangelho de hoje.